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Guia de Prontidão para IA: o quê, como e por quê para líderes de negócios

Autor: Patrick Tang

Em uma entrevista recente para o Let’s Talk Evolution, compartilhei insights práticos do nosso guia de prontidão para IA voltado para líderes de negócios. Você pode assistir ao vídeo ou ler o blog abaixo.

Tenho 26 anos de experiência em tecnologia e, mais recentemente, venho ajudando organizações a avaliar sua prontidão para IA. Já trabalhei com diversos setores e experienciei de tudo: o bom e o caótico, como por exemplo: “ainda usando planilhas de Excel para prever demanda”.

Entendendo a Prontidão para IA

Minha visão sobre prontidão para IA é simples: pense nisso como um videogame com quatro níveis. A maioria das empresas acredita estar mais avançada do que realmente está.

Nível 1: Testando possibilidades

Você está curioso. Talvez já tenha testado ChatGPT, Claude, Perplexity ou outras soluções algumas vezes. Está participando de webinars, lendo artigos e rodando pequenos pilotos. No geral, está testando possibilidades.

Esse estágio é sobre aprender o básico, entender terminologias e inclusive ganhar conforto.

Nível 2: Rodando pilotos

Agora você já executa pilotos que economizam seu valioso tempo. Sabemos que a IA reduz ciclos de revisão de documentos, liberando espaço para o trabalho analítico ou para repensar como usar melhor o tempo usando a IA.

O desafio? Fazer as pessoas pararem de trabalhar do jeito antigo. Você não pode obrigar ninguém a usar IA; precisa incentivar e orientar.

Nível 3: Fazendo funcionar

Você acertou em um departamento e agora está expandindo para a empresa toda. Os dados estão limpos, os dashboards fazem sentido. O time entende que testar e aprender faz parte do trabalho.

O que vejo na maioria das empresas fazer primeiro é colocar a IA em processos complexos, o que pode não ser eficaz. Isto é, simplifique primeiro, automatize depois.

Nível 4: Vivendo no futuro

Poucas empresas chegam ao Nível 4 — elas são os unicórnios. IA não é um projeto; é o jeito como elas trabalham. Logo, criam seus próprios modelos, vendem serviços de IA e misturam criatividade humana com ferramentas de IA de forma tão fluida que mal dá para separar uma da outra.

Passos práticos para prontidão em IA em três meses

Mês 1: Engaje a liderança

É preciso de um engajamento real. Ou seja, se o CEO não fala sobre o assunto, o time pode não levar a sério.

Então, como primeiro passo: monte um time multifuncional com TI, jurídico, RH e outros stakeholders. Defina o que é sucesso antes de começar. E principalmente: qual problema/desafio você está resolvendo. Seja como for, não existe fórmula pronta. Por isso, sem uma base certa, você pode só queimar dinheiro.

Meses 2–3: Arrume a bagunça

Entretanto, a limpeza de dados não é glamourosa e leva tempo. Mas é obrigatória. Por isso, sem dados limpos, qualquer iniciativa de IA pode não atingir seus objetivos.

Portanto, audite seus dados. Conecte sistemas. Reforce a segurança. Faça o trabalho chato que viabiliza todo o resto.

Mês 3 em diante: Prepare as pessoas

Aqui é onde a maioria falha. Compra a tecnologia, ignora as pessoas e depois não entende por que ninguém usa.

Por isso, fale abertamente sobre o medo. As pessoas têm receio de perder o emprego — é normal. Treine os colaboradores. E por fim, mostre que a IA é apoio, não substituição.

Comunicação de mão dupla é essencial. Tradução: não só fale. Escute.

Erros comuns em prontidão para IA

Atualmente, muitas empresas aderem a IA generativa sem preparação. Não faça isso.

  • Não siga o hype. Seu concorrente fazer algo não significa que você deva copiar.
  • Não ignore a cultura. Resistência interna mata o projeto mais rápido que qualquer problema técnico.
  • Não comece com dados bagunçados. Não funciona.
  • Não se distraia com novidades brilhantes. Foque nos objetivos do negócio.

E o seu trabalho?

Muitas empresas estão usando IA para automatizar tarefas rotineiras. Como você está preparando seu time para o futuro?

Você precisa de três coisas:

  1. Entender o que a IA pode e não pode fazer
    Fique confortável com as ferramentas. Aprenda a escrever bons prompts. Isso importa. Prompt preguiçoso gera resultado raso.
  2. Ficar melhor no que a IA não faz
    Empatia. Criatividade. Julgamento complexo. Esses são seus superpoderes agora.
  3. Virar referência em IA no seu domínio
    Isso te torna indispensável.

Uso a IA todos os dias e minha produtividade aumentou muito. Quem usa IA relata ganho de tempo, mais criatividade e mais satisfação no trabalho.

Você não está lutando contra a IA. Está aprendendo a dançar com ela. Mesmo com dois pés esquerdos.

Patrick Tang, Vice-presidente de Parcerias Estratégicas Globais, Estratégias de Go-to-Market (GTM) e Transformação Digital e de IA.

O que realmente importa

Sendo assim, prontidão para IA não é ter a ferramenta mais cara nem o maior orçamento. É saber qual problema resolver, ter dados limpos e levar as pessoas junto. Por isso, comece pequeno. Escolha algo mensurável. Aprenda no caminho.

As empresas que vencem com IA não são as que têm mais recursos. São as que fizeram a lição de casa, prepararam as pessoas e tratam a IA como o que ela é: poderosa, mas só se você souber usar.

Próximos passos

Quer fortalecer sua prontidão para IA e melhorar seus fluxos de trabalho com IA? Fale com a gente nós apoiamos você a estruturar ou evoluir sua jornada de IA.

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